Introdução: A dor abdominal aguda representa uma das principais causas de atendimento em serviços de urgência, caracterizando-se como um desafio diagnóstico devido à grande variedade de etiologias possíveis, que incluem condições benignas até situações potencialmente fatais. A identificação precoce de sinais de gravidade e a estratificação adequada dos pacientes são essenciais para reduzir morbidade e otimizar desfechos clínicos. Objetivo: Avaliar o perfil clínico, os principais achados semiológicos e os diagnósticos mais frequentes em pacientes atendidos por dor abdominal aguda em uma unidade de urgência. Metodologia: Trata-se de um estudo observacional, descritivo e retrospectivo, realizado por meio da análise de prontuários de pacientes admitidos com queixa de dor abdominal aguda em um serviço de urgência geral. Foram coletados dados sociodemográficos, características da dor, achados do exame físico, exames complementares solicitados e diagnósticos finais. A análise foi conduzida utilizando estatística descritiva. Resultados: A amostra revelou maior incidência em adultos jovens, com predomínio no sexo feminino. As queixas mais prevalentes incluíram dor em quadrante inferior direito, náuseas e vômitos. Os achados semiológicos mais frequentes foram dor à palpação localizada e sinais peritoneais em casos mais graves. Os diagnósticos predominantes foram gastroenterites agudas, apendicites e cólicas renais. Exames laboratoriais e ultrassonografia abdominal contribuíram significativamente para o esclarecimento diagnóstico. Conclusão: A avaliação clínica estruturada, associada ao uso racional de exames complementares, demonstrou ser fundamental para o diagnóstico adequado da dor abdominal aguda. O reconhecimento de padrões clínicos recorrentes permite maior precisão diagnóstica, reduz tempo de atendimento e favorece intervenções precoces em casos de risco, aprimorando a qualidade da assistência em urgência.
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